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De geração em geração, a poesia vai metaforizando valores, tendências, o sentir do Homem. Toda a necessidade de expressão, todo o comportamento de época, todas as transformações e resgates, escrevem a história.
Assim, inseridos no MOVIMENTO POÉTICO CONTEMPORÂNEO - movimento este que ainda não tem um nome específico (ou científico) e que batizo nessas linhas -, os poetas do século XXI escrevem mais um capítulo. Não há um formato definido; não há um código único. A liberdade de expressão - uma mistura do trigo com o joio, o grito e o silêncio, o sagrado e o profano -, como será dissertado academicamente nas próximas décadas, não sabemos. Quais autores vão ser eternizados, não sabemos. Certo é que o referido Movimento terá um registro. A poesia que anda pelas ruas, é voz nos bares, teatros e em todos os lugares cabíveis ou inacreditáveis, terá um registro.
Quando o POETA SAIA DA GAVETA foi por mim criado em 1993, esse Movimento era tímido. Visivelmente, no segundo semestre de 1999, às vésperas de um novo milênio, vários eventos surgiram, principalmente na Zona Sul do Rio. Como realizar eventos sem apoio é missão quase impossível, muitos não vingaram. Enquanto uns idealizadores desistiam, outros começavam com entusiasmo. Esse processo resultou cerca de quarenta eventos de poesia no Rio de Janeiro. O atual Movimento não se restringe à Cidade Maravilhosa, pois outros estados têm grupos ativos. Entretanto, a multiplicação de eventos e a forte atuação de grupos de poetas, leva o Rio de Janeiro a se eleger a CAPITAL DA POESIA, com a iniciativa dos que têm "Alma de Poeta".
Não só de lirismos vive a poesia. Em tempos de violência, de corrupção, de tantos desenganos, "apperjianos" (membros da APPERJ) lançam o "PPP - Partido Político da Poesia", um manifesto, um protesto, uma catarse.
É a palavra desenhando o retrato do hoje. É a poesia expressando. É a história.
Teresa Drummond
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